Elas eram irmãs…

Elas eram irmãs…

Jesus era uma homem simples e acolhedor. Gostava de ter amigos e tinha três que considerava muito: Lázaro e suas irmãs Marta e Maria. Sempre que ia a Betânia tinha lugar assegurado na casa deles, pois ali encontrava tranquilidade e pessoas carentes, por aprender um pouco mais sobre o Reino e sobre salvação. Eram irmãos com características bem diferentes, mas os três se sentiam honrados por receberem a Ilustre visita!

As irmãs se destacavam. Marta era a do serviço, aquela sempre atenta às tarefas e em servir;  Maria era o sossego, a contemplação, a oração.  Gosto de imaginá-las um pouco além do que vimos pregado sobre ambas. Ao observá-las e tentar nos enquadrar no cenário bíblico, quem seríamos nós? A quem poderíamos nos comparar? Particularmente, penso que poderíamos nos encaixar em ambas! Costumamos carregar sobre nós, muitas facetas, principalmente, se temos um ministério assistencial.
Na maioria das vezes sou Marta, aquela que serve independente da hora, em casa ou a quem precisar de mim. Mas muitas vezes sou Maria, pois me quedar diante de Deus é o meu momento mais lindo! Bom seria, se todos pudéssemos ser mais Maria do que Marta, uma vez que o mundo anda tão carente dela! No entanto, nos dias atuais fica difícil sê-la…

Mas o Reino só poderá ser verdadeiramente implantado, se tivermos quem se quede, ore, clame por mais de Deus! Elas eram irmãs de sangue, como eu e você somos em Cristo Jesus! Ambas carregavam linguagens de amor! Ambas O buscaram quando na morte do irmão clamaram juntas, por socorro…  Jesus deixou Lázaro morrer, com um propósito! As duas presenciaram a glória de Deus e receberam o irmão de volta: vivo e saudável!

Meus filhos me pedem para deixar de ser um pouco Marta, para ser Maria… Precisam que eu pare, para ouvi-los… isto me lembra que a caridade começa em casa e que, a Marta que sou em serviço de meu próximo ou nas tarefas de casa no dia a dia, precisa se desligar e realizar uma outra função: a de solidariedade e descanso.

Marta é vista no evangelho como menos sábia que Maria, por não escolher a melhor parte que era estar com Jesus. Eu daria a minha vida, se tivesse esta oportunidade; e você? Mas será que, se O tivéssemos hoje cessaríamos os afazeres, para contemplá-Lo? Fica aqui a pergunta.

Eu sempre ganho um tempo com Deus! Em minhas noites, antes de me aquietar, converso com Ele e durmo ouvindo a Sua Palavra, em meu aplicativo. Porém, existem Martas exaustas que podem estar muito cansadas e se esquecem de buscá-Lo… Quem sabe, se Lhe dedicassem nem que fosse o que lhes resta da noite, talvez tivessem descanso, para alma e o serenar do espírito… Onde você se enquadra?

Regina.

Leiria, 16 de abril de 2019.

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