Intervindo no futuro.

Já fui professor num tempo em que era diante do grupo de alunos, a pessoa que detinha o saber.
A dependência deles era estabelecida pela escola e a conveniência de obter a cada ano, um resultado uniforme do grupo, imperava nas disputas por melhores turmas!
A minha essência se rebelava contra o sistema. Nasci para deixar que as pessoas se adequem à sua maneira, vivam de acordo com a sua natureza, despertem em si o que lhes vai por dentro, sem invasões e estereótipos. Nunca acreditei no que se entrega pronto, nem no que massifica e se traduz por conceitos ou notas!
Nasci com ânsia de me importar com o outro, na ajuda de se descobrir potenciais internos. Assim sendo, dentro da “nova educação” me descobri construtivista e sempre o fui, por intuição!

Entender que os novos paradigmas trazidos pela “qualidade total” reformularia o ensino foi lindo!
Entender que ser professor, antes do sacerdócio que envolve a profissão, conta uma história de amor é transformador, porque faz do que se habilita um criador de lindas memórias!

Para você, professor como eu, foi colocado nas suas mãos o abrir janelas na imaginação daqueles que lhe são confiados e passam pelos seus cuidados! Você deixou de ser o “dono do saber”, para ser um interventor do futuro.

Regina.

Uberlândia, 15 de outubro de 2019.

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