De avó, para mãe…

O tempo passa, aceleradamente, e quando nos assustamos, somos avós!  A esta altura da vida, isto nos traz plenitude! Com a chegada de novas vidas, a maturidade nos torna importantes, necessárias, especiais! Nos faz lembrar que nos tornamos mães de novo, ao ver no bebê que tomamos nos braços, um retorno do que ficou para trás, com a leveza de não termos mais responsabilidade.

Neste vaguear, penso em minha mãe e na carência que tive dela! Eram tantos filhos, tantas responsabilidades que fiquei com um sentimento de não tê-la aproveitado como deveria, pois em minha carência não vi seus gestos de nobreza… Só a valorizei, depois que ela se foi e quando me tornei avó…  Mirando no exemplo dela, na carência que tive e com muito entendimento desejei aproveitar a infância de meus filhos, pois eram bem menos que dez! Sou reconhecida por eles como uma boa mãe que supre carências! Da mãe que senti falta, fui recompensada em meus filhos, pois com eles, ela brilhou!

Ser um bom modelo molda a nossa sensibilidade! Veremos coroado o nosso trabalho ao descobrir que nossos filhos são como profetizamos e nos enchem de orgulho. Vamos guardando tudo no coração, como Maria, a mãe de Jesus fazia! 

Gosto de dizer que ser mãe foi a minha missão mais desejada e é a minha mais linda função!

Eu oro e torço para que meus netinhos e todas as crianças do mundo, quando a vida de suas mães já não tiver tanto brilho e sonhos, possam lhes dar uma coroa de glória inesperada, como muitas vezes, meus filhos fazem comigo. Mesmo que nossas vidas não sejam perfeitas, pois houveram cinzas surgidas independente de nossas vontades, o que prevalece entre nós é o amor, a admiração e o respeito. Penso que conseguimos, juntos, sermos vitoriosos. As cinzas de minha coroa não conseguiram apagar a chama e o fôlego colocado em nós, por Deus!

Regina.

Belo Horizonte, 14 de novembro de 2018.

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