Me digam porquê!

Para uma apaixonada pela educação como eu fica difícil entender os fundamentos das escolas que deixaram de respeitar o emocional infantil, tentando alinhá-lo ao acadêmico. Não se alia o emocional , com a inteligência! Ao contrário, inteligência depende do emocional, para se expandir e fazer brilhar potenciais!

Educadores que consideram a nova educação como um método de trabalho distorcem a realidade linda de se respeitar a infância e sobrecarregam os pequeninos! Acreditam ser eficiente lhes ensinar conteúdos ultrapassados, forçando os pequenos músculos com letras cursivas aos quatro/cinco anos! Educadores não têm percebido que as crianças desconhecem as brincadeiras que antigamente lhes mostravam as “ lições de sete tempos”. Elas não praticam atividades que lhes favoreçam os pequenos/grandes músculos; agora tudo isto se chama ‘psicomotricidade”. Ninguém se importa com as recusas e insatisfações dos pequeninos! Querem prepará-los para o futuro, quando só conhecem alguns animais domésticos, através de imagens da televisão, livros que falam sobre os mesmos ou pelas mídias sociais…
Queria saber qual  a razão da pressa; por quê correr com o aprendizado para fazer findar o tempo, obrigando um adolescente a  escolher uma profissão ainda adolescente? Que engano, pois só sabemos mesmo o que desejamos, após muitas vivências e lá pelos nossos trinta anos!
Qual é a razão para se tirar o lúdico que acresce e ensina para massificar uma criança, com a triste lição das notas e avaliações?
O emocional de uma criança foi feito para que não lhe queimemos etapas e lhe ofereçamos a liberdade criativa que ela apresenta na observação e aí sim, teremos um estudante que se forma!

No mês em que se fala tanto de criança, ofereçamos -lhe oportunidades distintas de trabalhar a imaginação, o físico e as relações, numa convivência que a levará a ser um cidadão feliz!

Amar a infância começa na escolha por respeitá-las as crianças, ajudando-as a a serem maduras lentamente, na alegria de aprender cada coisa a seu tempo!

Regina.

Uberlândia, 12 de outubro de 2019.

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