Aproveite-os!

Se você que me lê já é uma vovó, não importa a  sua idade, o que deve lhe mover é o amor! Então, aproveite  a sensibilidade e delicadeza do afeto que envolve o seu nome e este ser maravilhoso que lhe estende os bracinhos, se aconchega em seu colo, se move em sua direção! De repente, descobrimos que o tempo passa rápido e o distanciamento dele, por nós chega rápido…
É natural que as crianças cresçam à medida que o tempo passa tão rapidamente para elas, como para nós! Os interesses diferem e a independência os tira de nosso convívio…

Entendo a adolescência, pois sou uma daquelas pessoas intensas e que observa cada detalhe não tendo me esquecido, do quanto fiz uso de meu desenvolvimento, deixando para trás os preciosos momentos de aprendizado e as histórias lindas que me poderiam ter sido contadas… Naquele tempo como agora, o interesse dos netos adolescentes se volta num dado momento,  para os amigos, encontra morada nos hormônios borbulhantes e na ânsia pela vida! Hoje, enquanto vivo este tempo “tão cheio de tempo” me vejo assim, silenciosa à espera de que em algum momento, eu possa contar aos meus amores, todo este acúmulo de competências que acumulei! Seria bom, para que no futuro ao darem um olhar de relance, para o passado não venham a sentir  a dor que sinto em mim, por não ter distribuído melhor o meu tempo, a ouvir histórias que deixei de ouvir…

Agarradinha agora, enquanto escrevo, tenho um de meus queridos deitado em meu ombro, adormecido. Paro um pouco de escrever para lhe fazer carinhos, nesta intimidade que tenho com ele e na alegria do quanto ele ainda me solicita! Ouvir meus amados me chamarem de vovó, numa insistência linda, adentra os meus ouvidos, doce e suavemente. Isto me faz sentir emoções fortes como, se fogos de artifícios explodissem em meu coração! A palavra é de tal grandeza para mim que é como se ouvi-la, algo se acendesse como flashes de luz!

Envelhecer é uma dádiva e os meus netos o coroar de meu espírito que suspira, pelo encontro, a compreensão, a generosidade e disponibilidade de me sentir necessária!

Regina

Leiria, 19 de setembro de 2019.

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