Contato familiar – encaixe perfeito!

Como educadores entramos de maneira invasiva, na vida das crianças e de seus familiares. Isto é  inevitável! A invasão, nesse caso tem o bom sentido da palavra, pois quanto mais soubermos sobre a vida do lar, mais teremos chances de agir favoravelmente, na vida dos que nos são confiados! Assim, nos olhos treinados do educador, fica patente o estilo parental envolvido na formação dos pequeninos.

Educar crianças não passa apenas pelo conhecimento, mas pela formação da personalidade. As crianças, aos dois anos , nos testam e estão prontas, para serem moldadas! Aos três começam a desenvolver a personalidade! Bom que sejamos sábios e unamos razão e coração, ao agir! O tempo é o aliado perfeito, para se desenvolver traços benéficos na formação!

No crescimento do contato familiar, se amplia o que era antes, apenas observação! E aí, o amor é o início de um íntimo interesse partilhado! O estilo parental é detectado e a observação passa a ser um importante dado para a orientação.

Sinto saudade de receber pais, para uma troca de experiências. Passaram por minha vida, tantos pais dedicados, de olhar delicado para com a infância! Era sonhadores,  sem tirar os pés do chão, cheios de muitas outras qualidades, em relação aos seus filhos. Nesta maneira linda e tão comovente de amar e se importar,  o preparador emocional flui, maravilhosamente!

Hoje, passados os anos vejo o nítido resultado da transformação obtida naquelas trocas.  As crianças que acompanhei cresceram e se tornaram pessoas lindas e cheias de interesse, pela vida!

Quando o contato familiar envolve os interessados, passamos a ser mais que educadores e aí, vamos seguindo o desenrolar de vidas passadas por nossas mãos. E, então, nos encantamos com o resultado de tanto envolvimento, naqueles momentos de primeira infância! Salta aos olhos, os  jovens e adultos criados com sensibilidade aguçada, por que o encaixe é perfeito, na sociedade!

Regina.

Belo Horizonte, 12 de fevereiro de 2015.

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Regina Celi

Regina Celi

Regina Celi de Santana é educadora, com especialização na área de Educação infantil, com mais de 40 anos de experiência. Autodidata, mãe de três filhos e vovó orgulhosa de seus quatro netinhos: Gabriel, Kauã, Mateus e Joy!! Após se aposentar se tornou uma culinarista e é proprietária da "Cia Sabor e Arte", em Belo Horizonte, capital das Minas Gerais.

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2 comments

  1. Oi, Regina!
    Que texto interessante!
    Educar é muito difícil, mas vejo que tenho muito da minha mãe, que mesmo com pouco estudo, era muito organizada! Acho que educar é ter também um senso de organização e rotina.
    Nas minhas referências de educação, estão o caráter, a dedicação, o amor e a gentileza para com os outros, frutos dessa referência familiar. Acho que hoje existe uma carência do conceito de família. É preciso resgatar as famílias e o amor entre as pessoas.

    Beijo grande, Regina.

    1. Ei, Cláudia!

      Eu costumo dizer que o psico e o pedagogismos levaram as famílias a extremos. Os pais perderam a noção exata do que você chama de “frutos”. Relegaram à escola o cuidar ou retiraram dela o ajudar a formar.

      Ainda bem que nem tudo se perdeu!Existem pais dedicados e muito interessados, como você!

      Obrigada pelo seu comentário.

      Beijo meu.

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