Procuro um pai; sabe de algum?

Procuro um pai de verdade
Precisa ser especial!
Que  tenha se  preparado e se estruturado;
Importado e pensado muito,
Antes de tão grande decisão!
.
Procuro um pai; sabem de algum?
Que saiba atender filhos cansados…
Da ausência e  do egoísmo!
Um pai que tenha sido desenvolvido,
Com controle de qualidade
Na  predisposição e alinhamento,
Para ser bem equilibrado
Esquecendo-se de si!
.
Procuro um pai
Que escute e se importe,
Que dê colo, carregadinho de  amor!
Que tenha competência, para sarar
Feridas antigas e doenças da alma,
Com  as suas lindas orações!
.
Procuro aquele pai
Que carregue, em si, ternura…
Que abra mão
De toda uma vida lá fora
Só para ver seu filho feliz!
.
Procuro um pai,
Será que o  encontro?
Que tenha fé suficiente
Para adentrar impenetráveis corações
Tão sofridos e carentes, na emoção
E, sobretudo,  carregados de negação!
.
Um pai que tenha autoridade
Que tenha na voz firme,
E que quando mansa na mansa, traga calor!
Que aconchegue os filhos
E lhes demonstre sua paz interior!
Que tenha enorme incondicionalidade,
Muito carinho e tolerância,
Para que, na proximidade do encontro
Consiga caminhar, sem invadir!
.
Procuro um que chore junto ao filho
Por todo tempo de insegurança vivida
Pois quando esteve antes lado a lado
A orfandade persistiu!
.
Procuro um pai…
Será que o encontro?
Se tiver um disponível, no mercado
Enviem, para mim!
.
*Para André que se encontrou no amor do filho…

Regina.

Deerfield Beach, 12 de agosto de 2012.

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Regina Celi de Santana é educadora, com especialização na área de Educação infantil, com mais de 40 anos de experiência. Autodidata, mãe de três filhos e vovó orgulhosa de seus quatro netinhos: Gabriel, Kauã, Mateus e Joy!! Após se aposentar se tornou uma culinarista e é proprietária da "Cia Sabor e Arte", em Belo Horizonte, capital das Minas Gerais.

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2 comments

  1. Maravilhoso! Acho que os pais de antigamente eram mais presentes se ter todas essas credenciais. Vem a minha mente aqueles almoços em família, assistindo a TV juntos, ou sentados num banquinho na porta de casa…

    1. Ei, Vaninha!

      Obrigada, pelo seu comentário. Certamente tínhamos maior qualidade de vida. As modernidades acabaram com o que tínhamos e desejávamos, enquanto família.

      Beijo meu.

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